Minha facilidade de dormir nessas situações foi-se embora pra nunca mais voltar, sabe-se lá o porquê, na viagem de 2010. Como esse era um avião mais antigo da American Airlines (737-300), não havia filminhos na abençoada telinha do assento à frente, de maneira que o tempo foi consumido entre, jantar, o tempo de bateria do netbook, onde fiz o pré-roteiro de NY, nada a fazer, 30 minutos de cochilo, nada a fazer e o café da manhã. Era impossível ter a companhia de 2 providenciais livrinhos que havia levado, pois absolutamente todos os outros passageiros dormiam e, toda vez em que eu arriscava acender a luz, que devia ser um foco individual, abria-se um farol que iluminava umas 6 cabeças a minha volta. Diante de vários "tsc" estalados em desaprovação, desisti de ler e passei solitária, divagando e alimentando um mau humor incrível que o pobre do Eduardo teve de enfrentar quando acordou. Sorte que meu mau humor não demora nada diante do meu carinhoso marido.
Saindo do voo, tudo correu muito rápido e tranquilo. Na fila de imigração, uma oficial simpática perguntou se éramos recém-casados, graças às nossas "shiny rings". Confirmamos sorrindo de um jeito que só recém casados fazem e com o Eduardo respondendo que se tratava de nossa lua-de-mel.
Tanto eu quanto Eduardo somos avessos a gastos com táxi em locais com boa estrutura de transporte, mas, como estávamos muito cansados e recebemos muitos presentes de casamento de amigos generosos para nossa viagem, decidimos que tínhamos uma folguinha pegar um táxi no aeroporto JFK. Os salgados U$70,00 (taxa fixa de US$52,00 + pedágio + tip) foram muito justos, diante dos menos de 40 minutos de trajeto confortável até o Empire Hotel.
Outro presente generoso de casamento, essa estadia nos foi brindada com uma localização espetacular, bem ao lado do lindo e sofisticado Lincoln Center. Entramos felizes no lindo saguão, já sendo mimados na saída do táxi e morrendo de vergonha de não termos dólares trocados pra passar ao recepcionista (as "tips" fazem absolutamente parte do código local dos EUA, de maneira que todo o serviço daqui conta com isso).
Como chegamos muito cedo (desembarcamos antes das 6 da manhã), nosso quarto ainda não estava disponível, de maneira que deixamos as malas no depósito e relaxamos no lindo saguão, onde falamos via wifi + Whatsapp com a família sobre nossa chegada.
Decidimos sair pra fazer a estréia das refeições espetacularmente calóricas, bem ao american style e perguntamos ao concierge (uma mistura de Andy Wahrol com Ana Maria Braga) um lugar legal para um bom breakfast. Ele perguntou se queríamos algo mais alto estilo ou tipicamente americano, ao que escolhemos o segundo. O senhor, sacudindo e torcendo a cabeça de um jeito que me dava torcicolo, sugeriu o West Side Bar, onde comeríamos ótimas panquecas.
Seguimos sua sugestão, indo na direção da rua 69 e passando antes pelo Columbia Circle, onde tirei essa foto com uma das esculturas de Botero, que parecia ser a minha consciência se materializando, dando a noção do caminho que estou pra seguir com meus pensamentos gordos nas muitas refeições que farei na terra do supersize me.
A visão não me comoveu muito, pois chegamos no West Side Bar e pedimos omeletes, café, suco, chá e depois algumas panquecas de blueberry. Fomos muito bem atendidos por um garçom com traços latinos, que vinha o tempo todo perguntar se tudo estava ok ou se precisávamos de algo mais.
Andamos um pouco pela arborizada 69th street, curtindo aquela arquitetura linda com edifícios em ângulos, cheios de detalhes e os apartamentos em brownstone buildings.
Fomos em direção à Park Avenue, onde curtimos as fachadas imponentes e as turmas infantis fazendo recreação no Central Park. Pra onde se olha, há um ângulo que vale a pena registrar.
Voltamos ao hotel e, enquanto o Eduardo descansava no saguão, saí nos arredores do Lincoln Center e nas lojinhas da região pra fazer meu reconhecimento. Não deu boa coisa, obviamente, pois já voltei com uma sacolinha pesada da Bed, Bath and Beyond. Socorro!!!
Voltei ao hotel, em cujo bar assistimos ao modorrento primeiro tempo de EUA x Alemanha. Comemos alguns sanduíches e tomamos cervejas reservadas para o menu da Copa...
Como não havia a menor empolgação a nossa volta, terminamos nossas refeições e seguimos em direção ao primeiro museu escolhido, o de História Natural.
Mas isso fica pra outro post, pois agora, outro maravilhosamente calórico breakfast nos espera.
Até a próxima!
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