segunda-feira, 30 de junho de 2014

29 de junho: Nova York - Brunch no NY Plaza, Empire State, Pic-nic no Central Park e show de Jazz

A programação daquele Domingo começava em grande estilo, com um Sunday Brunch no sofisticado Plaza Hotel. Também presente de um dos nossos muitos amigos generosos, não só os salões do hotel são lindíssimos, como o buffet é espetacular. Tiramos fotos discretas, pois ficamos com vergonha de sair fotografando deslumbradamente um local tão chique, mas que deu vontade de sapecar minha camerazinha por cada centímetro dali, isso deu!





Pegamos o metrô para Midtown e saltamos na estação mais próxima ao Empire State Building. Completamente em órbita que estamos do mundo, não sabíamos que aquele era o domingo da famosa Parada Gay de Nova York e foi difícil cruzar os poucos quarteirões que nos separavam da entrada do prédio. Em determinado ponto a nossa frente, houve uma certa confusão, resultado de um confronto entre fanáticos religiosos que gritavam algo como "só Jesus Cristo salva" e os manifestantes GLSBT. Como não se pode dar mole pra americano maluco, demos meia volta e seguimos por outra transversal.

O Eduardo, que tem fobia a multidões sofreu bastante no trajeto, mas fomos recompensados porque parecia que toda Nova York estava na Parada. Havia pouquíssima gente fazendo o passeio até o deck. O cordoamento que separaria as filas e filas no saguão, que deveria estar repleto de gente foi cruzado por nós quase que correndo.

Rapidamente chegamos ao 80o andar, onde subimos os últimos 6 de escada.



A vista que se tem dispensa comentários. De norte a sul, leste a oeste de Manhattan, com céu limpo é nada menos do que um espetáculo!


Por esta foto, vê-se a Gay Parade cobrindo quase toda a 5a avenida...




Esta foto foi tirada por uma senhora francesa a quem o Eduardo agradeceu em Francês. Ela pareceu quase comovida com o fato de alguém usar palavras no idioma dela e trocou um breve diálogo com o Eduardo. Eu, que não entendi uma palavra que não fosse o "merci",  fiz cara de conteúdo o tempo todo, lógico.





Na chegada ao térreo, enquanto o Eduardo esperava dentro do prédio, eu me esgueirei entre os grupos que se amontoavam na calçada pra tirar algumas fotinhos da Parada. Não ficaram grande coisa, mas valeram o registro.


Seguimos para o norte de Manhattan, onde iríamos nos encontrar com uma amiga de faculdade do Eduardo, Ginger, alguns amigos e familiares. Foram todos muito simpáticos e acabamos ficando por lá até o início da noite.



Ginger tinha tido uma filhinha há apenas dois meses, Cibelle, que pudemos conhecer. A menina, que é filha de um pai oriental e uma mãe autenticamente ruiva era um encanto. 


Na volta, tiramos algumas fotos daquela região, pertencente ao Harlem, que, ainda que bem diferente do resto de Manhattan, trazia alguns prédios bem interessantes.


Pegamos um trem expresso e chegamos rapidamente em Uptown. Foi o tempo de dar uma passadinha no hotel e seguir pro nosso show de Azar Lawrence. Se Paulette estivesse por lá, eu teria ido até ela batendo palmas de animação e agradecimento, pois realmente, o ambiente e o show foram "sooooooo fun" quanto ela havia descrito.

O quinteto contava com piano, contra-baixo, bateria, trompete e sax, tocado pelo próprio Azar Lawrence. A banda era toda de músicos na faixa de 50, 60 anos, mas pareciam meninos se divertindo, em particular o baterista, a quem podia se dar 10 anos de idade, pela expressão ao tocar. Só quando ele parava é que voltava a ter o semblante de um adulto. Foi uma atração à parte no show!


A vista do Central Park e de Upper Manhattan era de tirar o fôlego!


Outra curiosidade foi um senhor que ficou na plateia, logo na mesa à frente. Ele era negro, tinha uma barba branca comprida, usava óculos escuros e uma bengala que parecia um cajado. Uma caricatura em pessoa. 

Quando havia algum solo dos músicos, ele batia no peito, numa saudação de reconhecimento, no mínimo, engraçada. Quando os artistas foram apresentados, ele levantava a bengala/cajado para o alto. Parecia quase gritar um viva ao black power!

Fiquei especulando com o Eduardo se ele era algum músico ou se não estava apenas fazendo gênero de um jeito que ninguém teria coragem para questionar.



Voltamos a tempo de assistir a um documentário surreal sobre videogames clássicos como o Donkey Kong e uma tribo que é absolutamente aficionada por ele. O documentário, chamado The King of Kong: A Fistful of Quarters era extremamente bem feito e fazia um retrato muito interessante dos tipos extraordinários que há em nichos que só os Estados Unidos conseguem produzir.

Dia cheio, mas amanhã tem mais!

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