Uma vez que se tratava do nosso último dia inteiro em NY, decidimos tomar um café da manhã mais rápido, mas não menos gostoso ou calórico por esse motivo. Paramos numa das inúmeras lojas de "patisserie" das imediações e deliramos com os croissants, pain au chocolat e tartelettes incrivelmente lindas.
Depois de uma dura escolha, optei por um Caramel Macchiatto, um pain au chocolat e uma espécie de torta de maçã. Extremamente crocantes por fora e derretendo na boca, como qualquer folhado cujo nome se pronuncia fazendo biquinho, estavam tão gostosos quanto bonitos.
Vale prestar atenção que, enquanto na minha bandeja só havia dois itens, na do Eduardo, havia 3, sendo que ele já estava comendo um folhado enorme na hora da foto. Acho que é o único tipo de lugar em que ele consegue comer mais do que eu!
A ideia era explorarmos mais Downtown pela manhã e no início da tarde, pois, por volta das 15h, iríamos nos encontrar com outra amiga de faculdade do Eduardo,Vera. Ela é da Rússia, também estudou Artes e, desde então, vive e trabalha nos Estados Unidos. Nosso encontro seria no Brooklyn, onde fica seu ateliê de pintura.
Decidimos saltar em Midtown e andar pela Highline, que vem a ser um passeio público inaugurado em 2009, ocupando com jardins e intervenções urbanas uma linha de trem antes utilizada para o transporte de alimentos até a cidade. Ela cruza cerca de 20 quarteirões e é de um cuidado arquitetônico e botânico impressionantes.
Esta foi a entrada que pegamos, na rua 34...
Esta foto dá uma noção de como é a passagem por entre os prédios, totalmente cercada de verde...
Eventualmente, a passagem se alarga e surge um mirante...
É um local perfeito pra um ensaio fotográfico com arquitetura como tema, pois é possível conferir os mais diversos estilos que NY abriga.
Os trilhos do trem foram de alguma forma mantidos como uma referência visual do que já foi aquele lugar, mas totalmente integrada a sua função atual.
Mais um lugar pra se sentar, descansar ou simplesmente curtir a vista urbana entremeada pelos muitos e lindos jardins da Highline.
Onde era a estação, hoje se vê algumas lanchonetes, restaurantes e lojas de souvenirs, mas sempre com o contexto do seu passado visualmente evidente de alguma forma harmoniosa.
Pelo lado direito do sentido que fomos, era possível ver Nova Jersey e a margem oeste de Manhattan.
Fomos até o fim da Highline e descemos na rua 14, no chamado Meatpacking District, onde vários restaurantes e cafés lindos, como este da foto abaixo, ofereciam ótimas opções pra relaxar. Só não paramos porque queríamos ir até a parte leste, dar uma olhada em Little Italy, Chinatown, além do cemitério de judeus com origem portuguesa e espanhola, cuja história o Eduardo conheceu por meio de um livro emprestado pelo meu pai e também um documentário.
Andamos bastante e eventualmente dávamos uma olhadinha no mapa. Num desses momentos, um senhor que estava dentro de um carro estacionado na calçada, espontaneamente se ofereceu pra nos dar instruções. Até agora, essa foi a tônica dos cidadãos americanos com quem cruzamos, todos extremamente solícitos e educados.
Fomos até o Washington Square e novamente paramos pra algumas fotos. Diferentemente do segundo dia, quando chegamos no final da tarde, os jogadores de xadrez deram vez a muitos americanos almoçando sanduíches e saladas, sentados nos bancos com sombra.
Um deles se ofereceu pra tirar esta foto, que roubei um pouco, tentando ficar na ponta do pé. Tá valendo!
Eu havia feito uma pesquisa anterior sobre alguns restaurantes vietnamitas pra comer naquelas imediações, mas, quando chegamos a eles, todos serviam apenas sanduíches. Resolvemos arriscar o Bang que se auto-proclamava oferecer a "autêntica culinária vietnamita". Quando entramos, havia muitos orientais comendo por lá, o que achamos ser um bom certificado de autenticidade.
Tomamos cerveja chinesa TsangTao e eu acabei almoçando apenas a entrada, com vários rolinhos vietnamitas de vegetais e camarão, que adoro. O Eduardo preferiu um prato de frango com curry.
Achei engraçada a diversidade de condimentos disponíveis em cada mesa. Nesta foto não dá pra ver, mas tinha até pimenta verde cortada em rodelas do tamanho da moeda de R$1,00.
Achei gostoso, mas nada muito diferente de alguns muito bons que já havia provado no Brasil. Em todo caso, valeu a visita.
Na busca pelo cemitério que o Eduardo queria conhecer, passamos em um museu/sinagoga que fica bem no meio de Chinatown. Era o dia grátis do museu, mas não pudemos aproveitar por causa do hora marcada com Vera.
Demos apenas uma olhada rápida e o Eduardo pediu instruções para chegar ao cemitério. No caminho, mais Chinatown...
Até que chegamos no cemitério tão procurado!
A história desse local é bem interessante. Onde se lê judeus portugueses, pode-se entender brasileiros, uma vez que se tratavam de judeus provenientes de Recife, que migraram para Nova York, um dia Nova Amsterdã, quando da expulsão dos holandeses do nordeste do nosso país. O Brasil ainda era uma colônia nesse período e, por esse motivo, era atribuído a eles a nacionalidade portuguesa.
Vale notar que o ano em que se registra a expulsão dos holandeses - povo que ofereceu no território invadido um lar para os judeus perseguidos de Portugal e Espanha - do Brasil é 1654 e, na placa do cemitério, sua fundação data o ano de 1656.
Dali, pegamos um táxi para o Brooklyn, onde um antigo galpão de fábrica hoje dá lugar a diversos consultórios e ateliês, dentre eles, o da amiga do Eduardo, Vera.
Ela estava correndo pra pegar o filhinho na creche. Assim, andamos com ela por simpáticas ruas do Brooklyn, na direção do parque que sugeriu que visitássemos, o Prospect Park.
Entramos rapidamente numa "Grocery Store" e por mais provinciano que pudesse parecer, precisei registrar a diversidade de produtos que se pode encontrar num mercadinho de bairro americano no Brooklyn. Devia haver umas 10 galerias como esta...
Nos despedimos de Vera e seguimos para o Prospect Park, cruzando essa pracinha na entrada...
E dando uma parada na gigantesca (e cheia de gente, vale registrar) biblioteca municipal do Brooklyn.
O Prospect Park estava descrito no nosso guia como um primo mais rústico do Central Park e passamos algumas horas curtindo os longos gramados, observando as pessoas lendo, tomando sol ou simplesmente descansando. Ah, como é bom estar de férias!!!
Pegamos o metrô e fomos conhecer mais um cartão postal do Brooklyn, o Brooklyn Heights, que oferece uma vista linda de Manhattan, Brooklyn Bridge e Manhattan Bridge.
20 minutos de metrô e estávamos de volta no Lincoln Center. Escolhemos jantar bem debaixo do hotel, num dos muitos P.J. Clarke's que há pela cidade.
Tomei um Bloody Mary Standard delicioso!
Comemos esses snacks de queijo divinos também.
E eu repeti o bloody Mary, mas em outra versão... hehehe.
E fechamos a noite com deliciosos hambúrgueres!
Depois disso, direto pro hotel ajeitar malas e dormir, pois no dia seguinte seriam nossam últimas horas em NY!
Beijos.
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