Assumindo a impossibilidade de visitar todos os museus que
gostaríamos, concordei com a sugestão do Eduardo de que usássemos as poucas
horas restantes em NY num museu menor, porém não menos bonito, a Frick Collection.
Repetimos o café da manhã à francesa do dia anterior e
seguimos andando até o local, cruzando pela última vez naquela viagem o Central
Park. Fazia um calor sufocante já de manhã e apesar de o parque ser lindo, a
ideia de aproveitar o finzinho da estadia em Nova York num ambiente com ar condicionado
foi tão atraente quanto poder ver as lindas coleções abrigadas naquele museu.
Não era possível tirar fotos das obras, de forma que peguei
essas fotos da internet apenas pra poder me lembrar das belezas que vimos por
lá.
(foto da internet)
(foto da internet)
(foto da internet)
Tivemos a oportunidade de assistir a um rápido documentário
sobre o mecenas que tornou possível a existência daquele acervo e soubemos que
Henry Clay Frick foi um típico american selfmade man, cuja família simples
cuidava de uma destilaria. A história de sucesso financeiro do ambicioso e
inteligente Sr. Frick pode ser extremamente resumida como uma sucessão de
excelentes empreendimentos até que se tornou arquimilionário. O que interessa,
na verdade, foi seu gosto pelas Artes e os investimentos que fez na aquisição
de obras dos mais diversos mestres.
Uma das muitas histórias interessantes sobre a espetacular
mansão, que, a pedido do Sr. Frick, foi concebida pelo arquiteto Thomas
Hastings para ser “uma casa pequena e modesta”, foi o “Fragonard room”. Designada
para ser um cômodo para sua esposa, o Sr. Frick tinha primeiro escolhido
algumas pinturas de que depois não gostou. Assim, quando soube que outro
milionário havia posto à venda uma série de obras de Fragonard, “foi às
compras”.
(foto da internet)
O Sr. Frick também tinha um gosto especial por pinturas de
mulheres bonitas e havia um sem número de retratos, dos mais antigos aos mais
contemporâneos seus. Um deles foi especialmente interessante pra nós. Era uma
pintura da cortesã Grace Elliot, cuja história havíamos conhecido num filme
super interessante, que retratava os ambientes da época, a Revolução Francesa,
por meio de pinturas daquele período.
Obviamente, quem reconheceu na hora foi o Eduardo, cuja
memória incrível também identificou na hora outro personagem daquele filme, o
Marquês de Miromenil, que estava sendo perseguido e é acobertado por Mme Elliot
em sua casa. Uma escultura desse suposto inimigo de la Revolutión estava
disponível numa das últimas salas que vimos.
(foto da internet)
As únicas fotos permitidas foram as dos jardins do museu,
que segundo ouvimos, não pertencia à concepção original da casa.
Fiquei com pena de saber que o Sr. Frick faleceu apenas 5
anos depois de ir morar naquela mansão, deixando claro em seu testamento que
aquele local e seu acervo deveria se transformar num museu, ainda que sua
mulher pudesse morar ali até sua morte.
Por mais intimista que fosse, vimos menos do que gostaríamos
da Frick Collection, que contava também com móveis lindíssimos.
Com o relógio gritando (nosso trem pra Washington saía às
15:30), tivemos de pegar um táxi até as proximidades do nosso hotel, onde
paramos pra almoçar no Fiorello´s. A culinária italiana é conhecida em NY e só
havíamos comido massa no segundo dia, quando jantamos em frente à Markle
Residence.
Não pedimos nada de entrada por causa da hora avançada, mas
enquanto esperávamos os pratos principais - um tortelli à bolonhesa para o
Eduardo e uma lasanha da casa pra mim, ao que o garçom respondeu ser
“maravilhosa e enorme” – veio um pão de ervas sensacional.
O garçom tinha razão quanto ao tamanho e delícia da lasanha,
de forma que o Eduardo comeu o prato dele e ainda me ajudou substancialmente
com o meu. Era uma lasanha completamente diferente do que eu já havia visto,
pois a massa era um pouco mais baixa, com as pontas dobradas, como uma calzoni.
Foi a melhor refeição até aquele momento. Uma pena que tenha tido de ser tão
rápida.
Pagamos enquanto comíamos, pra adiantar, e corremos pra
pegar as malas que nos esperavam no guarda-volumes do Empire Hotel. Outro táxi
e, vinte minutos depois, estávamos na Pennsilvania Station.
O trem era bastante confortável e mal vi o tempo passar,
atualizando o blog com wifi grátis disponível o trajeto todo.
Fechamento de ouro em Nova York. Até a próxima, se Deus
quiser, Big Apple!







Sempre viajo com você, Aninha!
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