Chegamos na imponente e gigantesca Union Station pouco
depois de 7 da noite, mas ainda com sol forte. Achamos que fazia muito calor em
Washington, mas diante do forno que foi no dia seguinte, pudemos concluir
depois que estava até fresquinho.
Entramos na fila pro táxi, onde havia umas 10 pessoas já
esperando. Depois de uns 5 minutos, um senhor veio nos perguntar qual era nosso
destino e, quando respondemos Willard Hotel, ofereceu nos levar por “apenas”
US$25,00. Diante do fato que ele escolheu os únicos com pinta de turistas na
fila e da expressão de “não caia nessa” da família a nossa frente na fila,
gentilmente recusamos a oferta.
Assim que o sujeito foi embora, um homem que parecia ser o pai da família nos disse
que nosso hotel era muito perto e que uma corrida comum sairia por muito menos
do que US$25,00. Acrescentou que os carros desses motoristas costumam ser
limusines caindo aos pedaços.
Orgulhosos de nossa sagacidade, conversamos um pouco com o
grupo e eles nos perguntaram se éramos franceses (???). Quando dissemos que
éramos brasileiros, veio o frequente comentário de estranhamento pelo fato de
estarmos nos EUA e não no local da Copa do Mundo. A resposta – a mesma durante
toda a viagem e que sempre arrancava umas risadinhas – foi de que estávamos
justamente fugindo da Copa. Estávamos curiosos pra saber o resultado de EUA x Bélgica pelas oitavas de final e aproveitamos o assunto pra perguntar. O
sujeito informou que haviam perdido.
Foi uma pena, pois seria bacana ver jogos da equipe americana nos EUA,
com a equipe avançando pela competição. Há mais pessoas aqui interessadas na Copa do
que imaginávamos e, durante o trajeto NY – Washington , ouvimos muitos gritos
de torcedores empolgados no trem.
A fila pro táxi demorou cerca de 15 minutos e em menos tempo
ainda chegávamos ao lindíssimo Willard Hotel. Mais um generosíssimo presente de
casamento, essa estadia superou nossas expectativas do lugar, com um lobby
clássico e luxuosíssimo, decoração imponente, cama king size e apartamento
gigantesco, bem como todos aqueles paparicos que chegam quase a constranger
quem, como eu e o Eduardo, costuma se hospedar nos Bed & Breakfasts da
vida.
Enquanto deixávamos as malas, o Eduardo ligou para um amigo
que morava na cidade e a quem já havia avisado sobre que passaríamos dois dias por
lá. Marat é russo e vive nos EUA com a mulher, japonesa, há mais de 10 anos. Tanto
ele, quanto o Eduardo, ficaram super empolgados de se reencontrarem. Os dois,
cujas afinidades começam pela estatura (Marat tem 1,96m), conheceram-se em 2006,
num curso que fizeram juntos e ficaram bem amigos. No entanto, depois disso,
nunca mais tiveram oportunidade de se ver novamente.
Como Marat e a mulher, Emiko, hoje têm 2 filhos, Maya de 5
anos e Max, de 10 meses, combinamos que o encontro seria apenas no dia seguinte.
A ideia era almoçar apenas com Marat, nos arredores do seu trabalho, que era
perto do nosso hotel e, à noite, jantarmos com toda a família, na casa
deles.
Combinações feitas, partimos pra conhecer as imediações.
Nosso hotel era bem próximo à Casa Branca e resolvemos começar pelo endereço famoso.
Pela distância do edifício, vimos que deveríamos estar nos jardins dos fundos...
e demos a volta no
enorme perímetro, extremamente cercado de segurança e com diversas ruas
interditadas, passando por inúmeros prédios administrativos e algumas universidades,...
até chegarmos ao caminho entre a fachada da frente da casa
branca e o Lafayette Square.
Ficamos impressionados com a quantidade de vaga-lumes no
gramado e nos arbustos da praça. Sentamos em um dos bancos e contemplamos o
cair da noite destacando a infinidade de pisca-piscas. De tantos, pareciam
até luzes de Natal. Deveria haver centenas deles ali na Lafayette Square! Nunca
havíamos visto nada parecido.
Fomos andando em direção a um dos restaurantes indicados na
lista fornecida pelo hotel e paramos no indiano The Bombay Club (olha outro presente aí!). Mais uma vez, o
certificado de garantia mais evidente era a quantidade de clientes indianos ou
de óbvia ascendência daquela região, falando Inglês com sotaque igual ao Raaj Koothrapali, do The Big
Bang Theory.
Pedimos uma cerveja indiana deliciosa, chamada Kingfisher,
com fortes traços de mel. Deliciosa!!!
O Eduardo pediu alguns pães Naam de
entrada: um normal e outro com alho. Veio quentinho e inflado. Dos deuses! De
prato principal, o Eduardo pediu um frango Tandoori,...
Como de costume, eu quis algo mais extravagante
e escolhi o Thali, que dizia, no cardápio, ser “uma balanceada refeição,
servida em utensílios de prata, oferecendo uma experiência única”. O
Samundari Thali era uma das três opções desse prato e vinha com frutos do mar
frescos, curry & tandari style & dal”. Ainda que essa descrição não desse muitas
pistas pra mim, que não conheço tanto de culinária indiana, resolvi arriscar. Meu jantar veio tão lindo que tive pena de começar a comer. Estava tudo uma delícia! Esses riscos gastronômicos são uma das grandes
vantagens que tenho por ser boa de garfo...
Ao longo do jantar, um músico tocou algumas peças ao piano
(da cor branco Omo!). Havia poucas pessoas no restaurante e só nós aplaudíamos, mas o pianista sempre meneava a cabeça
em agradecimento. Tirei várias fotos, mas nenhuma ficou muito boa. Vai uma delas só pra registrar o momento.
Voltamos ao hotel exaustos e satisfeitos com nosso breve,
porém interessante reconhecimento de Washington. Quase chegando, percebemos que, no
fim da Pennsylvania Avenue, bem na frente do Willard, já era possível ver o
imponente prédio do Capitólio.
Amanhã tem bem mais de Washington.
Beijos.
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