Conforme combinado, Marat chegou no hotel para nos buscar às
10:30, quando eu e Eduardo já estávamos fazendo o check-out do lindíssimo
Willard. Infelizmente, não foi possível que Emiko estivesse conosco, mas fomos
ciceroneados durante toda a manhã e o início da tarde por nosso amigo, como se
não bastassem todas as gentilezas que já haviam nos sido dedicadas no dia anterior.
Como ainda não tínhamos tomado café, fomos todos ao Le Pain
Quotidien, um café que havia sido indicação e presente de um amigo nosso que já havia
morado em Washington. A cafeteria era uma graça, com decoração em madeira
rústica, aconchegante, contrastando com o teto vazado, como de um estúdio
moderno.
Tomei um capuccino delicioso e gigantesco, que veio numa
espécie de bowl sem alça. Depois, pedimos, todos, omeletes. O Eduardo ainda
arrematou com seu tão querido pain au chocolat.
Depois, fizemos um tour por Washington dentro do carro de Marat. Diante do calor escaldante que fazia
ainda antes do meio-dia, ver a cidade a partir de um ambiente refrigerado tornou-a ainda mais bonita.
Passamos pela pequena Chinatown de Washington, diversos
prédios administrativos de Downtown, como a gigantesca biblioteca, o Capitólio e a famosa Suprema Corte dos
Estados Unidos; cenário de tantos filmes americanos que têm por tema batalhas
judiciais. Nesse momento, Marat insistiu que conferíssemos por dentro o local e
que subíssemos até o segundo andar, onde fica a sala em que acontecem os
julgamentos de fato.
Aceitamos felizes e entramos naquele que era mais um edifício público em
forma de templo, com diversos ícones da cultura judiciária americana tendo ali
seus “altares”, como o famoso juiz John Marshall.
E pinturas de todos os juízes que por aquela casa já haviam passado, incluindo Brandeis, que inspirou a faculdade em que estudou o Eduardo.
Uma pequena exposição didática explicava os símbolos de
autoridade e apresentava uma maquete da sala de julgamento. Vimos essa parte meio que correndo, pois não havia como estacionar o carro e Marat estava dando
algumas voltas pra nos dar o tempo necessário pra uma visita rápida.
E uma outra maquete demonstrava o tamanho do edifício completo. Mais tarde,
Marat nos contou que há uma quadra de basquete no teto do prédio principal.
Como quadra, em inglês, chama-se “court”, que é o mesmo vocábulo usado para "corte", há
uma brincadeira em que se diz que a “highest court" não seria a Suprema Corte,
mas a quadra que fica no topo do prédio.
Subimos correndo para o segundo patamar, onde fica a sala
de julgamento. Subimos por uma escada de mármore irretocavelmente branco e
chegamos a um andar extremamente amplo, com teto trabalhado. Não pudemos entrar
na famosa sala, também cenário de inúmeros filmes hollywoodianos, mas pudemos
ver de longe alguma sessão que estava acontecendo.
Voltamos rápido, pois tínhamos receio de que Marat já
tivesse chegado, mas ainda deu tempo pra últimas fotos na escadaria onde os
repórteres costumam abordar os réus recém-saídos de julgamentos importantes.
Bem, pelo menos nos filmes é assim. No nosso caso, na falta de fotógrafos (ainda bem que não somos réus da Suprema Corte americana), fizemos uma
selfiezinha mesmo.
Dali, Marat nos levou a Georgetown, que é um bairro
extremamente charmoso, arborizado e agradável. Bem mais caloroso do que a
imponente, mas árida Downtown.
Após passarmos pelo Embassy Row, onde ficam localizados os
belíssimos prédios das embaixadas, paramos no simpático Tudor Place. Trata-se de uma
propriedade antiga com jardins incríveis, que foi mantida em seu aspecto
original. Passeamos um pouco pelas paisagens e tiramos várias fotos, inclusive
dos carros antigos que também eram expostos ali.
Saindo do Tudor Place, seguimos para o Georgetown Harbor, onde há um complexo de
restaurantes e escolhemos um na beira do rio pra almoçarmos.
Já era hora para despedidas, pois nosso avião para Boston
sairia (supostamente) às 15h30, de forma que corremos para o aeroporto, pegando
Emiko na saída do trabalho, durante o trajeto. Acabamos nos enrolando um pouco e
chegamos esbaforidos no guichê da Jet Blu. Foi quando tivemos a notícia de que havia um
atraso no nosso voo. Seria de 1h30, pelo menos. Ficamos com pena de termos corrido à
toa, mas precisávamos liberar nossos amigos para a vida normal. Despedimo-nos
com promessas de voltar em breve e fizemos o check-in.
Daí começou nossa maratona, pois o voo foi atrasando mais e
mais, graças ao mau tempo. Naquele momento, conforme soubemos, o furacão Arthur atingia a costa da Carolina do Norte e trazia impactos em Boston.
Depois de quase 3 horas esperando, finalmente entramos no avião. Demoramos 2 horas dentro dele, aguardando a permissão para decolagem, quando veio a notícia de que o tempo continuava ruim e que iriam nos liberar pra sairmos da aeronave. Os passageiros deviam guardar seus cartões de embarque e não se afastar muito daquele portão, pois nova chamada deveria acontecer a qualquer momento.
Depois de quase 3 horas esperando, finalmente entramos no avião. Demoramos 2 horas dentro dele, aguardando a permissão para decolagem, quando veio a notícia de que o tempo continuava ruim e que iriam nos liberar pra sairmos da aeronave. Os passageiros deviam guardar seus cartões de embarque e não se afastar muito daquele portão, pois nova chamada deveria acontecer a qualquer momento.
Meia hora e duas fatias de pizza (muito boas, por sinal)
depois, fomos avisados de que poderíamos embarcar novamente. Rumo a Boston, finalmente? Que nada! Quarenta minutos depois, tivemos a
notícia de que o voo havia sido cancelado.
Os passageiros deveriam desembarcar e verificar no guichê da Jet Blu quais as providências a tomar. Felizmente, o Eduardo teve a brilhante ideia de correr pra chegarmos antes dos demais passageiros, pois a disponibilidade de recolocação em voos posteriores não permitiria que todos os clientes que estavam no voo cancelado conseguissem novo lugar. Alguns teriam de passar a noite em Washington e, ainda que tivéssemos adorado a cidade, isso iria atrasar todo o nosso roteiro.
Os passageiros deveriam desembarcar e verificar no guichê da Jet Blu quais as providências a tomar. Felizmente, o Eduardo teve a brilhante ideia de correr pra chegarmos antes dos demais passageiros, pois a disponibilidade de recolocação em voos posteriores não permitiria que todos os clientes que estavam no voo cancelado conseguissem novo lugar. Alguns teriam de passar a noite em Washington e, ainda que tivéssemos adorado a cidade, isso iria atrasar todo o nosso roteiro.
Dito e feito, fomos os segundos da fila e, enquanto o Eduardo
conversava com a atendente, tentando nos realocar em outro avião, eu pegava
nossas malas. Quinze minutos depois, estávamos em um voo que iria finalmente
pra Boston. Chegamos exaustos, mais de 10 horas depois do esperado, mas viagem
boa é aquela em que se chega a salvo. Então, estava tudo bem.
Começaria, então, uma parte bem afetiva da viagem, onde o
Eduardo reveria e relembraria os lugares que frequentou nos 5 anos em que morou
nos arredores da cidade. Os olhinhos já brilhavam no táxi e mesmo com o
cansaço, ele foi conferindo a paisagem com suas referências, a cada ponto por que
passávamos, dizendo, “Isso não tinha na minha época...
Isso tinha...”.
Chegamos ao Elliot
Hotel, que pude perceber com dia claro, fica numa rua linda e muito bem localizado. O
hotel (mais um presente generoso) era um charme e tinha um serviço extremamente
atencioso.
Tamanha era a animação do Eduardo pra ver a querida Boston que
saímos às 1h30 pra dar uma volta a pé nas cercanias do hotel. A maior parte dos
bares e restaurantes estava fechada. Apenas alguns points com uma garotada barulhenta, maioria de estudantes das inúmeras faculdades de Boston e arredores, se
mantinham abertos. Preferimos pedir um sanduíche no próprio hotel.
Mesmo à noite, deu pra perceber que Boston prometia!
Beijos.
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